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Com a chegada do iPhone 4, desenvolvedores newcomers terão um pouco do gosto, em geral amargo, da questão que a Pinuts enfrenta no mercado de mobilidade há anos: o porting dos aplicativos.

Isso porque o desenvolvimento mobile - quando é feito para suportar uma gama extensa de aparelhos e realmente atingir uma parcela significativa dos usuários – tem que ser pensado de tal maneira a entregar um aplicativo que se comporte de maneira parecida, ao mesmo tempo que tenha a melhor usabilidade para cada aparelho.

Esta é uma tarefa que não é fácil e requer muita experiência, conhecimento das tecnologias, interface com o usuário e planejamento prévio, antes de qualquer codificação. E mesmo assim, o processo pode acabar gerando muito trabalho, também, para a equipe de desenvolvimento, já que não raro um aplicativo precisa ser desenvolvido inteiramente em duas ou mais linguagens distintas, com frameworks distintos. Sem contar os extensos testes que precisam ser feitos em cada aparelho para se garantir que o software se comporta como deve.

O iPhone – com sua plataforma de desenvolvimento vinda do Mac, que desde que o Steve Jobs ainda estava na Next tem como premissa de que o desenvolvimento deve ser simples – trouxe muitos desenvolvedores para o mercado de mobilidade. Todos foram recebidos de uma maneira tranquila, já que além da excelente plataforma de desenvolvimento, só tinham um dispositivo para se preocupar.

Aumento da dificuldade

Com o passar das gerações, foram aparecendo novos modelos de iPhone e iPod Touch, o que introduziu alguns detalhes que deveriam ser cuidados, como verificar, por exemplo, se o aparelho em questão tem ou não um determinado periférico, como câmera ou GPS. Mas nada que tenha realmente mostrado as dificuldades do mercado de mobilidade para estes novos desenvolvedores.

Agora com o iPhone 4 e o iPad, estes todos que programam para a plataforma da Apple, terão uma preocupação a mais: cuidar do design da aplicação para que funcione bem nas duas resoluções diferentes de tela do iPhone. E se realmente quiser fazer algo completo, ainda precisa projetar uma interface completamente diferente para grande tela do iPad.

É claro que o paradigma da Apple não mudou e até mesmo este trabalho é mais tranquilo no caso da plataforma de desenvolvimento do iOS 4, que facilita ao desenvolvedor a criação e seleção de qual interface mostrar e qual resolução de imagem deve ser utilizada para o aparelho que executa a aplicação. Mas com essas novas dificuldades, começaremos a ter uma idéia melhor de quem está realmente preparado para o mercado de desenvolvimento mobile, capaz de suportar diversos aparelhos e entregar a mesma experiência ao usuário final.

- André Carvalho é Diretor de Projetos da Pinuts Studios

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A Isabel Geo, diretora da agência de comunicação interna Visionello, conversou comigo há cerca de duas semanas sobre mercado de mobilidade. Ela mencionou que estava escrevendo um artigo para o ReadWriteWeb, com foco em lojas de aplicativos.

E não é que eu vejo nesse final de semana que o artigo foi para o ar?

Nele, eu aparentemente falo coisas como “os próprios feature phones terão qualidade para suportar aplicativos e todo o processo de obtenção de um novo aplicativo será facilitado“.

Enfim, ficou bem legal. A Isabel consegue dar uma visão interessante sobre essa nova realidade das lojas de aplicativos do mercado de mobilidade. É um artigo didático e interessante.

Estive à procura de informações sobre a representatividade de cada plataforma móvel aqui no Brasil. Já vi vários estudos sobre isso, mas ou esqueci de salvar ou não era didático o suficiente.

Eis que dei de cara com um mapa (fruto de estatísticas do site StatCounter) da agência digital iCrossing, do Reino Unido, sobre o market share de cada mobile browser em diferentes países. Clique para versão completa (e legível).

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Achei essa representação ótima, por dois motivos principais: a) mostra a realidade no Brasil em comparação com os Estados Unidos e e Europa; b) é datado de Fevereiro, quando o Opera ainda não havia sido lançado para iPhone (o que ajuda a considerar tráfego em navegador Opera como não-iPhone/iPod).

O problema que todo mundo tem é equacionar a baixa quantidade de aparelhos Apple com a representatividade do uso intenso de SVA por essa base. Ou seja, por mais que sejam poucos iPhones, será que essa pequena base de usuários não é a principal consumidora de SVA nesse país?

Com esse tipo de estatística, fica mais evidente que isso não é verdade.

Culpa da representatividade do iPhone nas discussões aqui no Brasil é evidenciado pela importância do aparelho nos Estados Unidos e Europa, onde iPhone/iPod abocanham mais de metade do mercado. Sendo que aqui no Brasil é o quê? 20% do mercado?

Esses 20% são representativos sim, ok. Mas dominantes? Sei não.

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Sabem as esperanças de ver Flash no iPhone? Pois elas acabaram.

Desde que o mundo é mundo, a Adobe vem em conversas com a Apple para que os aparelhos da empresa suportem Flash. Esse papo é de longa data e só esquentou desde que outros sistemas operacionais já admitiram que suportam ou começarão a suportar a tecnologia, a exemplo de Android e BlackBerry OS.

A última cartada foi a possibilidade de compilar aplicativos criados em Flash para uso no iPhone, funcionalidade que estará disponível no Adobe CS5, com lançamento em breve. Essa medida acreditava-se ser um incentivo para a liberação do suporte ao Flash no iPhone.

Acontece que a Apple pouco tempo depois divulgou que restringiria o desenvolvimento de apps para iPhone apenas para ferramentas de desenvolvimento da própria Apple. Foi um jeito de basicamente vetar a investida da Adobe.

E agora a Adobe anuncia que não vai mais dar suporte a essa funcionalidade do CS5. O que faz sentido. Afinal, é besta ter uma funcionalidade para criar um aplicativo para um tipo de aparelho no qual esse aplicativo definitivamente não vai rodar.

Isso tudo serviu para alguma coisa então? Serviu para mostrar que havia viabilidade técnica para fazer a coisa acontecer. E que agora é evidente o investimento da Apple quase que exclusivo em HTML 5.

Além disso, desenvolvedores que talvez estivessem animados com essa possibilidade agora ficaram mesmo a ver navios. É Objective C na veia mesmo, não tem jeito.

Via IntoMobile

Update: acabei de ver que a Apple fez uma leve (bem leve) modificação ao vídeo oficial do iPad, para refletir melhor o que acontece ao acessar um site com Flash pelo tablet da Apple. Veja o resultado abaixo. Olhando pelo lado positivo, o design do site fica mais clean. Dica do Trending Us.

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Nessas últimas semanas surgiram inúmeros infográficos sobre mercado de mobilidade. Reflexo da internet, que por nenhum motivo muito bom em particular, enlouquece por uma coisa ou outra. E dessa vez foram os infográficos.

A revista Galileu (na verdade, o site dela) produziu uma animação com vários dados sobre o mercado brasileiro. Além dos dados serem interessantes, a animação é bem feita.

Então não é perda de tempo de nenhuma maneira.

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A versão iPhone do Opera foi enviada para a App Store. Agora começa o sofrimento até saber se o aplicativo será aprovado e, caso seja, quando isso vai acontecer.

Pois a Opera montou um site com um contador em que cada usuário pode chutar quando o aplicativo será devidamente aceito. O vencedor leva um iPhone.

Mas a maior graça disso tudo é jogar nas costas da Apple a pressão para a aprovação do aplicativo. Por meio de uma manobra de marketing relativamente simples, foi criada uma boa expectativa em torno disso tudo.

Além disso, será um marco para avaliar o tempo de aprovação para um aplicativo da visibilidade do Opera. Muito curioso.

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O mais interessante em ver uma empresa ter problemas com sua tecnologia é analisar o que ela faz a partir do buraco. E a Microsoft tem feito a lição de casa de uma maneira surpreendente com esse Windows Phone 7 Series.

Se esse projeto já não fosse interessante por si, é só você lembrar o terror que é o Windows Mobile 6.5. Eu lembro que há uns meses atrás nós já estávamos decretando a morte do Windows Mobile (em parte nos baseando na quase ausência de projetos na tecnologia), dizendo que a chance da Microsoft é justamente fazer algo “do zero”. Qualquer herança do Windows Mobile 6.5 seria herança maldita.

E foi abandonando o passado que a Microsoft conseguiu reverter o cenário. Todos estão interessados e entusiasmados com o Windows Phone 7 Series. Eu incluso. Ele é certeza de sucesso? De maneira alguma, mas fazia muito tempo desde que era possível dizer que a Microsoft tinha um produto que causa tanta comoção.

Desenvolvimento

Um dos pilares da estratégia do Windows Phone 7 Series está focada nos desenvolvedores. Agora, com base no Silverlight, na plataforma XNA e nas ferramentas já disponibilizadas, deu para ver que o objetivo é permitir que os developers produzam aplicativos em tempo recorde, com o mínimo de stress possível.

As ferramentas de desenvolvimento estão disponíveis para download no site da Microsoft ou do Wp7S: http://developer.windowsphone.com/windows-phone-7-series/

Todos esses detalhes foram revelados durante o evento da MS focado em desenvolvedores: o MIX10.

Detalhes

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Um passo controverso dessa história toda é a demarcação do método pelo qual é possível fazer download de aplicativos. Assim como na Apple, é só pela loja de aplicativos oficial. Talvez seja só trauma em relação às imposições arbitrárias da Apple, mas coisas assim assustam de início. Vamos esperar para ver.

A Engadget tem um vídeo de demonstração do Marketplace bem interessante. Vejam lá. Eles também acabaram de divulgar mais detalhes sobre esse Marketplace. Trials de aplicativos com limite definido pelo developer? Interessante.

Outro ponto importante do OS que ainda não foi discutido à exaustão é o caso do multitasking. Ok, parece que não teremos multitasking irrestrito nos aparelhos WP7S, mas conversar bateria é algo importante também. Então ok, eu mesmo não gostaria que aplicativos ficassem rodando em background moendo a bateria do meu aparelho.

A saída apontada pela Microsoft está em permitir envio de notificações push a la iPhone. A diferença é que haverá algumas poucas aplicações (talvez incluindo até aplicações de terceiros) que rodarão em background. A definição de quais funcionarão assim e o porquê delas serem diferentes ainda não está claro. Mas segundo a Microsoft, será tudo explicado até maio.

Enfim

É engraçado ver os problemas crônicos das tecnologias móveis serem enfrentados. Nokia veio com o Symbian^3, Motorola abraçou Android e deu a volta por cima0, Palm veio com o webOS e agora a Microsoft veio com o WP7S.

Querem o meu chute sobre o próximo problema a ser resolvido? Fragmentação no desenvolvimento para Android. Se os desenvolvedores em geral já têm que gastar muito tempo com o porting de seus aplicativos (e eu falo isso porque esse é um desafio das Pinuts, que nós aliás já revertemos em uma das nossas maiores qualidades e benefícios), imagine só se preocupar em fazer versões diferentes para o mesmo sistema operacional.

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Ou, como disse o pessoal do Gizmodo, isso é telefonia em tortas e barras.

A Distimo, especializada em análise sobre app stores, soltou um report (previamente mostrado no MWC 2010) com dados gerais sobre as lojas de aplicativos existentes mundo afora. Que a App Store da Apple lidera com folga, não havia dúvidas. O interessante é ver a quantidade de aplicativos pagos e grátis em cada loja. E ver que o Android Marketplace já tem um segundo lugar com certa folga.

Algumas telas informativas:

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O resto da apresentação pode ser vista aqui.

Fonte: IntoMobile

Saiu novo relatório do Gartner sobre venda de celulares (dumb e smartphones). A venda de smartphones cresceu bastante entre 2008 e 2009, como já era de se esperar. Mas o interessante mesmo é ver a Nokia perdendo market share entre os smartphones, mesmo com o não-esperado aumento no número total de aparelhos vendidos. Veja só:

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Agora peguemos a situação global de aparelhos (incluindo smartphones e dumbphones), que segundo o Gartner foi de 1,2 bilhão de aparelhos. Uma conta simples revela que a venda de smartphones representou 14,9% do total de 2009, o que é pouco. Como a tendência é o crescimento de vendas desses smartphones, ainda há um mercado gigantesco para ser explorado.

A Nokia (com o Symbian) tem conseguido aumentar sua venda de smartphones, apenas não no mesmo ritmo de outras empresas como RIM, Apple e fabricantes de aparelhos Android. E aí que está a grande questão: tudo indica que a Nokia continuará bem, obrigado. Só que ninguém sabe ainda se ela dará conta de capturar o mercado inexplorado com a mesma capacidade dos concorrentes. O Symbian^3 e o MeeGo podem ajudar nisso, mas ainda são incógnitas.