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A tendência de perda gradual de competitividade da RIM já havia sido anunciada há um tempo aqui no Lab e não era muito segredo para quem acompanha as estatísticas de mercado. A RIM tem um mercado grande nos Estados Unidos? Lógico. Mas com a concorrência crescente e uma interface não tão sexy quanto as outras, a RIM parecia estar ficando para trás.

Essa compra tem um significado importante. Ela pode sinalizar a busca da RIM por mercados diferentes daqueles com os quais ela já tem uma forte identificação: o setor corporativo. Pode significar que a RIM quer fazer mais sentido para públicos mais jovens.

Se a TAT continuar fazendo basicamente o que eles têm feito nos últimos anos, o resultado deve ser fantástico. Vejam o site deles para uma amostra. Se o Peter Skillman também conseguir transformar a interface do MeeGo para algo tão atraente quanto webOS, teremos ainda outra novidade interessante. Isso para não falar do iOS, Android e Windows Phone 7, que possuem interfaces ótimas. E a HP também ronda a área, com o webOS na manga.

Será ótimo o dia em que as grandes empresas terão todas interfaces à altura. Imagine só.

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Semana passada a Business Week publicou uma notícia sobre o déficit de profissionais de desenvolvimento móvel no mundo. E por “mundo”, eles estão provavelmente dizendo “Estados Unidos”.

Se nos Estados Unidos é difícil achar esse pessoal com experiência e qualidade em desenvolvimento móvel, imagine no Brasil. A FGV divulgou pesquisa em agosto, apontando que em 2014 o déficit de profissionais de TI deve superar 800 mil pessoas. E imagine só quando se fala em desenvolvimento de aplicativos para rodar em Symbian, cuja curva de aprendizado é admitidamente mais cruel que todas as outras tecnologias combinadas.

Falando em Symbian, também semana passada saiu o anúncio de que a Nokia focará no desenvolvimento de aplicativos apenas por meio do framework Qt. Isso significa que o desenvolvimento na unha de aplicativos Symbian será substituído pela ferramenta, que também suportará o sistema operacional promissor da empresa finlandesa, o MeeGo.

Por um lado, isso é bom para os desenvolvedores em geral. Aqui na Pinuts nós sabemos o caminho tortuoso do Symbian development. Agora resta a dúvida sobre a solidez e flexibilidade do Qt. Não bastará ser robusto, mas sim permitir a mesma complexidade de desenvolvimento do Symbian.

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Soltamos uma nova versão do nosso site. Como todo o resto de nossas coisas, foi feito dentro de casa. Acessem e, se quiserem, podem deixar opinião.

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No turbilhão de notícias que tem surgido sobre a Nokia nos últimos dias, há uma contratação em específico que dá pistas muito claras sobre medidas que a Nokia visa tomar. É a chegada de Peter Skillman, ex-VP de Design da Palm, que chega para trabalhar como VP de MeeGo Ux and Services.

Esqueça a troca de CEO, a saída do head de mobile solutions ou o anúncio da saída do chairman do board. Essas mudanças não dizem nada de concreto, que não seja o fato da Nokia estar buscando mudanças. Mas que mudanças são essas, não dá para saber apenas pelas contratações. Já a chegada do Skillman com um cargo bem definido, por outro lado, nos diz muito mais.

Um dos problemas da Nokia, do ponto de vista do desenvolvedor, é a falta de habilidade em converter usuários dos aparelhos em usuários de SVA. No caso da Pinuts, estamos falando de aplicativos.

A Nokia tem uma base de usuários gigantesca, cujo potencial supera em larga escala qualquer outro fabricante. No Nokia World, por exemplo, eles divulgaram aqueles números que todos já sabem: a Apple ativa ~80 mil iPhones por dia e cerca de 200 mil aparelhos Android também são ativados diariamente por meio dos seus vários fabricantes (LG, Samsung, HTC, Motorola, etc etc etc). Já a Nokia, sozinha, ativa 260 mil smartphones todo santo dia. E estamos falando apenas dos aparelhos considerados smartphones pela Nokia, sem contar com os trocentos featurephones S40.

Então temos essa base monstruosa de usuários, sendo que a utilização de SVA por parte deles é muito abaixo dos concorrentes. Qualquer desenvolvedor que se preze, quando vê isso, chora sangue. É potencial desperdiçado.

E é aí que entra essa contratação. O MeeGo, filho do casamento entre Moblin (Intel) e Maemo (Nokia), é o sistema operacional que supostamente vai consertar direito a bagunça que o Symbian deixou. É nele que a Nokia deposita suas esperanças para conseguir competir no segmento de superphones. E a Nokia sabe que User Experience é o campo em que ela mais pecou ultimamente.

Como Skillman sobrou na reta, depois da compra da Palm pela HP, a contratação acabou sendo assegurada. Sendo um dos responsáveis pelo Palm Pre, que sempre foi amplamente elogiado devido ao webOS, Skillman indica que uma medida lógica e necessária está em curso na Nokia. Finalmente.

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Como provavelmente mais de metade da internet já sabe, a Apple revisou os guidelines para aprovação de aplicativos na App Store. Já não era sem tempo.

Se você quer ler o arquivo (não é uma leitura tão técnica quanto alguém esperaria), use esse link legal fornecido pelo pessoal da Engadget. Eles também têm um post muito didático discutindo os pontos interessantes do documento.

Do lado da Pinuts, fica o alívio de agora ter um pouco mais de chão para se basear, no momento de desenvolvimento de um aplicativo. Era uma situação meio bêbada. De um lado, fazemos um aplicativo conforme o cliente quer e conseguimos ter uma visão muito boa do que esse cliente deseja. Do outro, temos a Apple no meio, trabalhando com critérios às vezes mais confusos do que os do próprio cliente.

Esse documento ainda é um tanto informal e deixa uma margem gigantesca para decisões arbitrárias pelo lado da Apple. Mas é um começo e, por isso, deve ser elogiado.

A motivação dessa decisão da Apple é variada: a ameaça do Android no mercado móvel, as brigas com Adobe há uns meses atrás e, principalmente, a crítica constante dos desenvolvedores a respeito da política da Apple para aprovação de apps.

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Mobile Entertainment compilou num slideshow 157 estatísticas sobre aplicativos móveis e correlatos que você talvez gostasse de saber. Acesse aqui.

Realmente não há nada bombástico para quem acompanha esse mercado, são todas notícias amplamente divulgadas. Mas o trabalho de compilar tudo é digno de admiração. Ainda mais porque sempre é bom juntar vários pedaços desconexos de informação em um só local.

Como o pessoal da Mobile Entertainment pressupõe que você é europeu ou americano, obviamente não há estatísticas sobre mercado brasileiro. Mas você já deve estar acostumado com escassez de informação desse nível, para falar a verdade.

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Com a entrega de vários aparelhos rodando Windows Phone 7 para a imprensa especializada e para funcionários da MS na semana passada, surgem as primeiras impressões do Windows Phone 7 baseadas em software real.

A interface de usuário Metro está lá em toda sua graça e vários aspectos do telefone foram analisados por alguns dos veículos mais populares de tecnologia móvel, como Engadget e Mobile Crunch. O site mocoNews tem um wrap-up legal dessas opiniões.

Interessante ver que o consenso é que a  MS tem uma chance sim com o WP7. Ainda há muito a fazer e há muito campo para falhar, mas o espaço está aí.

Do ponto de vista do desenvolvedor, parece fascinante ter essa nova plataforma para trabalhar. Principalmente se o objetivo é substituir o sofrível WinMo 6.5.

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A VisionMobile, que possui um blog muito interessante, soltou mais uma pesquisa, dessa vez focada nas percepções de desenvolvedores sobre o mundo mobile. Chamda Mobile Developer Economics 2010 and Beyond, a pesquisa revela muitos fatos interessantes para quem já é desse mundo de desenvolvimento técnico.

Resumindo com humildade as “key messages” (que já são resumos da pesquisa em si, para falar a verdade):

  • No final das contas, a penetração de mercado de uma tecnologia ainda é o fator preponderante para a escolha de uma plataforma;
  • O mindshare dos desenvolvedores está naturalmente migrando de Java ME, Symbian e Windows Phone para iPhone e Android;
  • Desenvolvedores enxergam operadoras como meras responsáveis pelo serviço de conexão de dados;
  • Há muita reclamação sobre a falta de apoio das operadoras, por parte dos desenvolvedores;
  • Lojas de aplicativos ajudam muito a agilizar o tempo para publicação de um aplicativo;
  • A teoria do Long Tail parece não funcionar tão bem com as application stores, já que há poucos desenvolvedores cuja meta de faturamento nas lojas foi alcançada;
  • Etc etc etc

É preciso relativizar muita coisa dessa pesquisa, quando se pensa no ambiente brasileiro. Android ainda não tem massa aqui no país (nem iPhone, para falar a verdade), apenas para citar um ponto.

Ainda assim, a leitura é excelente. Aponta tendências sobre o mercado de mobilidade, sob a ótica de quem de fato faz o trabalho sujo para a roda girar.


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A Isabel Geo, diretora da agência de comunicação interna Visionello, conversou comigo há cerca de duas semanas sobre mercado de mobilidade. Ela mencionou que estava escrevendo um artigo para o ReadWriteWeb, com foco em lojas de aplicativos.

E não é que eu vejo nesse final de semana que o artigo foi para o ar?

Nele, eu aparentemente falo coisas como “os próprios feature phones terão qualidade para suportar aplicativos e todo o processo de obtenção de um novo aplicativo será facilitado“.

Enfim, ficou bem legal. A Isabel consegue dar uma visão interessante sobre essa nova realidade das lojas de aplicativos do mercado de mobilidade. É um artigo didático e interessante.

Estive à procura de informações sobre a representatividade de cada plataforma móvel aqui no Brasil. Já vi vários estudos sobre isso, mas ou esqueci de salvar ou não era didático o suficiente.

Eis que dei de cara com um mapa (fruto de estatísticas do site StatCounter) da agência digital iCrossing, do Reino Unido, sobre o market share de cada mobile browser em diferentes países. Clique para versão completa (e legível).

mobile-market-share

Achei essa representação ótima, por dois motivos principais: a) mostra a realidade no Brasil em comparação com os Estados Unidos e e Europa; b) é datado de Fevereiro, quando o Opera ainda não havia sido lançado para iPhone (o que ajuda a considerar tráfego em navegador Opera como não-iPhone/iPod).

O problema que todo mundo tem é equacionar a baixa quantidade de aparelhos Apple com a representatividade do uso intenso de SVA por essa base. Ou seja, por mais que sejam poucos iPhones, será que essa pequena base de usuários não é a principal consumidora de SVA nesse país?

Com esse tipo de estatística, fica mais evidente que isso não é verdade.

Culpa da representatividade do iPhone nas discussões aqui no Brasil é evidenciado pela importância do aparelho nos Estados Unidos e Europa, onde iPhone/iPod abocanham mais de metade do mercado. Sendo que aqui no Brasil é o quê? 20% do mercado?

Esses 20% são representativos sim, ok. Mas dominantes? Sei não.