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Muito se falava do Android como o rival direto do iPhone OS e possível concorrente ao topo, que é da Nokia desde que o mundo é mundo. Afinal, o Android tem Google por trás.

Aí veio a crise econômica. E com a crise, o Android foi para escanteio, já que os investimentos mundo afora sumiram. O OS do Google ficou restrit0 ao G1, que mantinha seu espaço na mídia muito mais pelo nome Google do que devido a seu desempenho comercial. Todos os outros lançamentos de aparelhos foram prorrogados temporariamente.

Então chegou o meio do ano de 2009. E com ele, rumores e divulgações oficiais. Nomes como Nokia, Sony Ericsson, Samsung e HTCs estão envolvidos, é claro.

O HTC G1 (também conhecido como Magic) passou muito tempo como representante solo do Android OS no mercado mundial de smartphones. Para o final do ano, porém, a empresa afirma que teremos 18 aparelhos com Android à venda – o que é algo bem mais ousado para se afirmar, tendo em vista que até agora temos apenas dois aparelhos efetivamente no mercado: o  e o Dream, ambos da HTC.

Além desses aparelhos, a Samsung, a Sony Ericsson e a Motorola já anunciaram desenvolvimento de aparelhos rodando Android há muito tempo. Foram inclusive divulgadas imagens do suposto projeto Rachael, que diz respeito ao aparelho da Sony Ericsson rodando Android. As informações são do site Mac World.

É nesse ponto que entra a pergunta: será que HTC, Samsung e Motorola serão os responsáveis pelos 16 aparelhos que faltam para bater essa promessa de 18 smartphones Android até o final do ano? A pergunta ainda mais importante: e quando começa a valer a pena pensar em Android, para os desenvolvedores?

O lado dos developers

O Android já teve inclusive iniciativas de divulgação entre desenvolvedores aqui no Brasil, como foi o caso do Google Developer Day, realizado no final de junho. Mas tudo isso ainda é preliminar, ainda não sustenta um mergulho no Android.

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O problema, afinal, é a ausência de projetos nessa área, tanto no Brasil quanto no exterior. O diretor executivo da Pinuts, Carlos Camolesi, diz que ainda não faz muito sentido pensar em Android enquanto só existirem dois aparelhos no mercado, indo pelo lado comercial.

“Mas quem quiser já ir pensando na questão de desenvolvimento, pode fazer isso sem problema. É até mais fácil para quem já conhece o caminho das pedras do J2ME ou do desenvolvimento para BlackBerry”, apontou Camolesi, que apontou a divulgação da tecnologia pelo Google como um meio bastante eficaz de tomar conhecimento da plataforma.

Android na Nokia

Ontem foi dia de boato cercando o Android. A última novidade diz respeito a uma suposta linha de smartphones desenvolvida pela Nokia, com suporte ao OS do Google. Se não fossem smartphones, pelo menos netbooks. A idéia seria contingenciar uma eventual explosão do Android, que deixaria a Nokia e seu Symbian em maus lençóis.

Com a boataria correndo solta, a Nokia já se manifestou sobre a situação, negando veementemente qualquer investida da empresa no desenvolvimento de um smartphone rodando em Android. Nada mais do que a reação esperada.

Mas para alguns, “ela não disse nada sobre netbooks especificamente” – apontaram alguns caras aí, que querem porque querem acreditar.

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